A cerimônia de casamento tem uma estrutura básica que poderá permanecer simples ou ser acrescentada com diversos detalhes que a tornarão mais pessoal. Para isso é importante observar onde será celebrado este rito. Se for em uma casa de eventos, ou buffet, sítio, etc., a escolha destes momentos é mais livre.

Se for em uma igreja católica, por exemplo, como o ritual do casamento católico tem momentos específicos, o padre deverá estar ciente de todos os momentos onde haja música, até mesmo porque existem paróquias que já determinam em quais momentos poderão ocorrer música concomitantemente com o desenrolar da liturgia.

Cada ‘momento’ tem um significado. Para isso, uma música para cada ‘momento’ é o normal. Em geral, além da liturgia específica de cada religião, um casamento acontece em diversas etapas, a saber: as entradas dos principais personagens do rito; cântico(s) de louvor aclamando o livro sagrado daquela religião específica; os votos ou bênçãos onde é firmado o compromisso religioso assim como a confirmação cívil desse compromisso; e finalmente a saída de todos os envolvidos. Em geral, teremos então:

Momentos Básicos na Cerimônia do Casamento:

  • Entrada do Noivo
  • Entrada dos Padrinhos
  • Entrada das Damas
  • Entrada da Noiva
  • Cântico e Aclamação do Livro Sagrado
  • Entrada das Alianças
  • Votos/Benção das Alianças
  • Assinatura
  • Saída

Saiba mais sobre o significado dos ‘momentos’ em nosso blog.

As Liturgias

A palavra “liturgia” vem do grego e significa “serviço” ou “trabalho público”. Por extensão de sentido, passou a significar também, no mundo grego, o ofício religioso, na medida em que a religião no mundo antigo tinha um carácter eminentemente público.

A liturgia compreende uma celebração religiosa pré-definida, de acordo com as tradições de uma religião (igreja ou tradição em que é celebrado o rito) em particular; pode referir-se a um ritual formal e elaborado (como a Missa Católica) ou a uma atividade diária como as “salats muçulmanas” ou o “culto cristão no lar”.

Existem várias tradições religiosas como a Budista, a Judaica, a Wicca, entre outras. Mas falaremos aqui especificamente dos momentos básicos do casamento de quatro delas: a Católica, a Evangélica, a Espírita e a Celta.

A palavra católica vem do grego e significa “universal”. E esta palavra significa muito para a igreja, mas ela tem regras importantes para os noivos que querem fazer o rito de matrimônio dentro desta tradição. Como ela é “universal”, o rito é único para todas as igrejas podendo variar um pouco em relação à cultura local.

A igreja católica, parte do princípio bíblico que os noivos se “tornarão uma só carne”: “Eis que deixará o homem a seu pai e sua mãe e se unirá a sua mulher, e se tornarão os dois uma só carne”. (Ef. 5:31) mostrando assim que a nupcialidade é uma característica essencial do amor.

Paulo, em sua carta aos Efésios, também declara deveres dos esposos e das esposas: “… porque o marido é o cabeça … como também Cristo é o cabeça da igreja, sendo este mesmo o salvador do corpo. … Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela… Assim também os maridos devem amar a sua mulher como ao próprio corpo. Quem ama a esposa a si mesmo se ama. Porque ninguém jamais odiou a própria carne; antes, a alimenta e dela cuida, como também Cristo o faz com a igreja; porque somos membros do seu corpo.” Efésios 5:22-30.

Esta é uma base de amor onde o matrimônio se sustenta. Há sempre uma relação matrimônio x igreja. Como também os noivos prometem no altar que irão continuar na tradição: quando tiver filhos, ensinarão estes preceitos batizando-os na igreja.

A cerimônia em si dura em torno de 40 minutos, e incluem salmos, leituras, orações, um sermão e, por fim, a troca de votos matrimoniais e das alianças. Os católicos podem escolher rezar uma missa completa, inclusive a comunhão. Esta situação é menos comum, e neste caso, a cerimônia dura aproximadamente uma hora.

Momentos mais comuns na cerimônia católica:
  • Entradas
    • Noivo
    • Padrinhos
    • Damas & Pajens
    • Noiva
    • Porta-alianças (imediatamente antes da ‘Bênção das Alianças’)
  • Salmo e Aclamação ao Evangelho
  • Bênção das Alianças
  • Assinatura
  • Saída

O termo “evangélico” deriva da palavra “evangelho”, a qual significa “boas novas”. Durante toda a história, o termo foi usado para referir-se a tudo o que concerne ao evangelho de Jesus. Após a Reforma Protestante, esse termo começou a ser usado de uma forma crescente pelas denominações que surgiram posteriormente, até chegar ao ponto de identificar os membros de tais denominações como “evangélicos”.  No entanto, no contexto brasileiro, o nome “protestante” deve ser usado mais corretamente para se referir às igrejas oriundas da Reforma Protestante, como a Presbiteriana, a Luterana, a Anglicana e a Batista; e o termo “evangélico” é mais utilizado para se referir aos pentecostais e neopentecostais.

As doutrinas das inúmeras denominações protestantes variam, mas muitas incluem a justificação por graça mediante a fé somente, conhecido como “Sola fide”, o sacerdócio de todos os crentes (doutrina derivada do Novo Testamento), e a Bíblia como única regra em matéria de fé e ordem, conhecido como “Sola scriptura”.

Por isto é muito importante que a noiva conheça bem a igreja onde quer se casar, pois existem muitas denominações, tradições e culturas diferentes para a realização do casamento. Na dúvida, a melhor pessoa para aconselhar o casal é o próprio pastor da igreja que frequentam ou que querem se casar (saiba mais sobre este assunto no nosso blog).

Geralmente, o pastor faz um acompanhamento ao casal para saber das intenções e da maturidade com que iniciarão a vida matrimonial.  São feitas reuniões de acompanhamento e aconselhamento, sendo que estas serão os subsídios para o pastor elaborar o sermão, ou pregação, no dia do casamento. Para os evangélicos, o casamento não é um sacramento, mas a igreja o considera uma instituição divina, importante para formalizar a união diante da comunidade e para pedir a benção de Deus.

A Música:

Em se tratanto de música, as músicas da cerimônia de casamento devem estar de acordo com a tradição da igreja, ou ao menos, não devem ser muito conflitantes com elas, para evitar constrangimentos, pois para os evangélicos e pentecostais a cerimônia também é um culto onde os noivos pedem a benção de Deus para a sua união. Em geral, as noivas evangélicas escolhem hinos, cânticos, músicas gospel ou músicas eruditas para a cerimônia. Mas isso depende dos usos e costumes da igreja em que a cerimônia ocorrerá. Alguns preferem não abrir mão de clássicos, como a marcha nupcial na entrada da noiva. Lembre-se: o pastor celebrante deve ser comunicado com antecedência sobre o repertório da cerimônia.

Quanto a Liturgia e Organização do Casamento:

Quanto ao procedimento e organização, o casamento na igreja evangélica, pode ser semelhante aos das demais comunidades Cristãs. Os padrinhos entram, depois o noivo que é acompanhado  pela mãe, e finalmente a entrada da noiva que é levada pelo pai. O objetivo da cerimônia é a apresentação e a bênção de Deus para os noivos.

Durante a celebração, o pastor procura sempre aconselhar os noivos, para que se lembrem desse dia, e que sirva de guia da boa convivência para o casal cristão. Há também possibilidades dos amigos do casal prepararem uma homenagem especial.

Na troca de alianças, o momento é marcado pela confissão pública de compromisso, assumido pelo casal, perante Deus e os Homens, compromisso de amor, cuidado e fidelidade. Nesse momento o pastor esclarece que a aliança é um círculo fechado, sem emendas, que representa um acordo do qual não deverá haver fim. Na benção final, a Igreja, através do pastor, oferece uma Bíblia com uma dedicatória ao recente casal.

Então, geralmente temos:

  • Entradas (padrinhos e noivo)
  • Entrada da noiva
  • Sermão
  • Homenagem de amigos
  • Entrada das Alianças
  • Troca de alianças (compromisso)
  • Benção Final.

O grupo “Robério Molinari Eventos” oferece um repertório especial para cada momento. Entre em contato conosco!

– Será contrário à lei da Natureza o casamento,
   isto é, a união permanente de dois seres?
“É um progresso na marcha da Humanidade.”
(O Livro dos Espíritos, item 695)

Como se vê, pela pergunta do Codificador, casamento para ele não era um ato formal levado a efeito perante as leis da sociedade, nem uma bênção sacerdotal dada numa solenidade religiosa. Ele entendia que casamento é um compromisso livremente assumido por dois Espíritos, perante o altar de suas consciências e está muito acima de qualquer documento diante de uma autoridade civil. Trata-se de uma sociedade conjugal, estabelecida pelo próprio casal, num plano eminentemente moral, ético. É compromisso sagrado, que leva um a ver no outro o próximo mais próximo.

Não há casamento nos centros espíritas, como nas igrejas e demais religiões em geral. Diferente das outras religiões onde se tem um sacerdote ou padre que abençoa o casamento, para o espírita o casamento não depende da autorização de um presidente de um centro ou mesmo de um palestrante, mas de um consentimento que vem de Deus, de um pedido sincero feito por dois corações que resolveram se unir. Isto não quer dizer que o espírita não possa realizar uma cerimônia espírita, na qual haverá um amigo que possa realizar uma prece ao invés de um padre, e no lugar da igreja, ter como sede não o centro, mas um local adequado para reunir amigos e familiares.

Não há ritos no espiritismo. Não há um ritual religioso litúrgico para ser seguido. O casamento tradicional, independentemente da religião é um ritual. E como não há rituais, não há uma cerimônia religiosa em um casamento entre espíritas.

Na realidade, o que importa são as intenções pelas quais o casal decidiu se unir. E aí, deve-se colocar em foco o que seria um princípio básico do Espiritismo: o amor. O amor ensina que viver com uma pessoa não é uma obrigação e sim uma escolha: “A simpatia que atrai um espírito ao outro é o resultado da perfeita concordância de suas tendências, de seus instintos; se um tivesse que completar o outro, perderia a sua individualidade” (O Livro dos Espíritos – Capítulo 6, Vida Espírita).

Sobre os Celtas

Os Celtas eram povos e tribos que dominavam a maior parte do oeste e centro da Europa durante o primeiro milênio a.C. e que transmitiram seu idioma, costumes e religião a outros povos da região. Os antigos gregos e romanos reconheceram a unidade cultural desses povos/tribos cujo território se estendia do leste europeu ao norte do continente. Seu nome genérico aparece nos informes romanos como Celtae (derivado de keltoi, o nome que Heródoto e outros escritores gregos deram a este povo), Galatae ou Galli.

Estes povos e tribos que migraram por toda a Europa deixou todo um legado cultural. Hoje, o pólo desta cultura está nos seguintes países: Irlanda, Inglaterra, Escócia e País de Gales.

O nome celta não significa uma religião específica. Trata-se de povos e tribos e estes povos eram politeístas, respeitavam o “sagrado feminino” e possuíam fortes valores familiares.

A importância da família para os povos de origem celta

Os povos celtas tinham bases familiares muito sólidas. Toda a idéia de hierarquia trabalhava-se primeiramente dentro da família. Quando a família está completa, na Irlanda, toma o nome de “deirbhfine”, e compreende quatro gerações, do pai, que recebe o nome de “senn-fine” (cabeça ou chefe da família), aos filhos do sobrinho. Mas além desse parentesco, se produz uma migração e se constitui uma nova família, com uma participação obrigatória dos bens anteriormente comuns. Muitos “fine” (nome galês para família) se agrupam em uma tribo, a “tuath“, que é a base da célula política da Irlanda.

A “tuath” tem a particularidade de ser auto-suficiente: possui sua hierarquia social bem determinada, que vai do chefe ao rei (ri), os escravos, os bens comunitários, seus regulamento e inclusive seus Deuses.

A conseqüência dessa quase autarquia da “tuath” no plano da história dos celtas é bastante destacável, pois explica a impossibilidade da unificação política. Os celtas não sentiram a necessidade de agrupar-se em amplas e complexas políticas, já que a “tuath” era um todo, podia regular-se por si mesmo.

Saiba sobre a “história do casamento na cultura celta” acessando o nosso blog.

Para a celebração de um casamento, com bases na cultura celta é importante considerar:

  • Os celtas exaltavam as forças telúricas expressas nos ritos propiciatórios. A natureza era a expressão máxima da “Deusa-Mãe”.
  • A divindade máxima era feminina, a “Deusa-Mãe”, cuja manifestação era a própria natureza.
  • A sociedade celta não era matriarcal, mas mesmo assim a mulher era soberana no domínio das forças da natureza.
  • A família é o maior legado. Ter família é uma grande responsabilidade.
  • A união entre duas pessoas é mais importante espiritualmente do que socialmente.
  • A cerimônia deve ser personalizada e exclusiva. O celebrante deve traçar o perfil dos noivos e o ritual terá a energia dos dois juntos.
  • O ritual é baseado nas forças do amor e das escolhas.
  • O ritual é participativo: Os padrinhos e pais têm papel ativo. A função dos padrinhos é trazer elementos que fortaleçam o casamento. Os pais também recebem reverências e honras nesta cerimônia. A figura dos ancestrais é bastante reverenciada para os celtas.
  • Por este ritual de união ser caracterizado pela energia das escolhas feitas em comum pelo amor, os noivos fazem os próprios votos reforçando o enlace espiritual.

 Sugestão de “momentos” para a cerimônia:

  • Introdução
  • Ritos iniciais
  • Acolhida
  • Purificação
  • Oferendas
  • Palavra
  • Alianças
  • Troca de alianças
  • Bênção final

Saiba o significado de cada momento acessando o nosso blog.

Saiba Mais…

Construída a partir do desenvolvimento da humanidade, a família sempre foi um princípio básico que nos acompanha retratando nossa realidade social. Na verdade, o casamento pode ser visto como um retrato social. Hoje, não é tão somente um compromisso de amor entre duas pessoas, mas uma união pública onde os noivos mostram para a sociedade que estão dispostos a assumirem alguns compromissos. O primeiro deles, é que o estão fazendo de livre e espontânea vontade e se amam; o segundo, é que constituirão uma nova família; e o terceiro é o de se comprometerem espiritualmente dentro do rito do matrimônio.

Mas nem sempre o casamento teve esses significados. Na Idade Média, o noivo comprava a noiva. As mulheres não tinham esse papel social que tem hoje. Se o homem não pudesse comprar a noiva era porque, com certeza, ou ela já estava prometida a outro ou então ele não tinha os recursos necessários para tal compra. A união entre duas pessoas era a união entre duas famílias, dois reinos. Neste tempo em que a religião dominava os acontecimentos artísticos, intelectuais, sociais e políticos, o casamento era claramente do domínio da Igreja. A maioria das mulheres da nobreza casava antes dos 19 anos, e os seus noivos eram, via de regra, muito mais velhos que elas.

Mas foi exatamente na Idade Média é que temos uma “evolução” nas leis do matrimônio. Foi nesta época em que foram criadas leis específicas para o casamento. Uma das primeiras delas foi em 1076: O “Concílio de Westminster” (uma cidade inglesa, na época um feudo) decretou que nenhum homem devia entregar a sua filha a alguém sem a bênção de um sacerdote. Mais tarde, foi decretado que o casamento não deveria ser secreto, mas antes um ato público.

Nessa época já era possível falar em um modelo conjugal cristão, que se manteve até a época moderna, em que os laços matrimoniais eram eternos, garantindo aos homens a limitação da quantidade de filhos legítimos.

Das tradições do casamento, tem origem nesta época, por exemplo: o vestido da noiva, o véu da noiva, as flores, o bolo da noiva, os presentes para o casamento, a festa do casamento e a aliança (veja sobre a história detalhada destes itens no nosso blog).

No século IX, as cerimônias matrimoniais entre nobres se davam com os noivos deitados com os corpos nus sobre o leito, e o pai do noivo invocava as bençãos de Deus sobre o casal, selando a união entre as parentelas. Nos séculos XIII e XIV, a cerimônia matrimonial dividiu-se em duas partes. Na primeira, o pai da noiva entregava a filha ao padre, que por sua vez, entregava-a ao noivo. Na segunda parte, o padre colocava a mão de um sobre o outro, consumando então o ritual de compromisso.

Mas o casamento sempre foi uma cerimônia especial. Na Bíblia, por exemplo, Jesus faz o seu primeiro milagre em uma festa de casamento, transformando a água em vinho, demonstrando a importância desse acontecimento desde aquela época.

Casamento é também um rito. No texto a seguir, falaremos de seus momentos e significados.

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