• O que é “Coro” e “Coral”?

Um “coro” é um grupo de cantores distribuídos por naipes segundo a tessitura de suas vozes. A rigor, o termo “coral” é, na verdade, relativo a coro, como em “canto coral”, ou seja, o canto feito por um coro. Mas, hoje em dia, os termos são sinônimos.

Na música ocidental, um “coro misto” (de vozes adultas, masculinas e femininas) compõe-se de quatro naipes, do grave para o agudo: Baixos, Tenores, Contraltos e Sopranos. É normal incluir, algumas vezes, também as vozes intermédias: Barítono e Meio-soprano, frequentemente chamadas de 2º Tenores e 2º Sopranos, respectivamente.

Esses quatro naipes não são constituídos simplesmente pelas classificações respectivas das vozes humanas, mas antes das funções (ou “classificação coral”) que estas vozes fazem no conjunto. Por exemplo, no naipe dos Sopranos, em um coro, teremos sopranos e meio-sopranos mais agudos e ágeis, enquanto que no naipe dos Contraltos, teremos, em sua maioria, sopranos e meio-sopranos com vozes mais graves e pesadas. Da mesma forma, nos Tenores, o naipe será constituído basicamente por tenores e barítonos mais leves, enquanto que nos Baixos, juntamente com os próprios baixos, figurarão também os barítonos mais pesados.

  • Tipos de Coro

Além do “coro misto”, já citado acima, existe o “coro infantil”, que tem até 3 naipes classificados da mesma forma que nas vozes femininas (Sopranos, Meio-sopranos, Contraltos), ainda que esse coro seja formado apenas por meninos (o mais comum dos coros infantis). Da mesma forma, existirão os coros femininos e masculinos, exclusivamente, adultos e infantis, constituídos pelas classificações corais respectivas.

Quanto às funções, os coros podem ser:

     1. Segundo o Gênero:

    • A Cappella: sem acompanhamento instrumental. Em geral, aparece na música sacra;
    • Instrumental: sem letra, o coro apenas vocaliza. É comum em obras modernas, a partir do séc. XX;
    • De Ópera ou Oratório: o coro faz o papel do povo, ou da consciência coletiva, ou da consciência de um personagem, em um momento específico da obra;
    • De Missa: o coro faz o papel da comunidade, em antífona ou resposta ao celebrante.

2. Segundo a Textura:

    • Monofônica: é o canto a uma só voz (uma só melodia), mesmo que ela seja cantada por várias pessoas. O “Cantochão” ou “Canto Gregoriano”, cântico sacro medieval, é um exemplo. Também, é comum no cântico de uma comunidade, dentro dos serviços religiosos, em festividades ou no trabalho;
    • Homofônica: é quando apenas um naipe sola e os outros naipes (e instrumentos, eventualmente) acompanham. É o mais comum na música popular;
    • Polifônica: é quando todos os naipes estão, simultaneamente, cantando melodias igualmente importantes, sem relevo de nenhuma delas. É mais comum na música sacra e erudita. No Renascimento, auge da polifonia, temos exemplo de peças corais com até 50 vozes, cantados em 10 línguas diferentes, simultaneamente.

3. Segundo a Densidade:

    • Camerística: um “madrigal”, com cerca de 8 a 16 vozes, ou um “coro de câmera”, com cerca de 20 a 40 vozes, contém um repertório específico da música de câmera erudita e sacra. Também é o mais utilizado na música popular, contudo;
    • Sinfônica: o chamado “coro lírico”, com mais de 50 vozes (o ideal é cerca de 100 vozes, pelo menos), é o coro para grandes concertos com orquestra ou óperas, onde a massa vocal tem primordial importância.
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